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»CEDIM:A violência institucional que sofrem as mulheres do Rio de Janeiro

28/12/2015


"Uma vez mais, nesse final de dezembro de 2015, as representantes dos Movimentos Sociais que compõem o Conselho Estadual de Direitos das Mulheres do Estado do Rio de Janeiro voltam a se dirigir ao povo fluminense para expressar sua indignação diante de duas realidades que chocam sua consciência e desqualificam sua luta pela cidadania plena.

A primeira questão diz respeito à crise da saúde. Na condição de ser um dos veículos de controle social que ecoam as vozes das mulheres fluminenses; o CEDIM reforça as denúncias da gravíssima situação que já atinge pelo menos 28 unidades de saúde, sendo 17 hospitais e 11 Unidades de Pronto Atendimento.

Diariamente recebemos relatos e denúncias da redução de leitos; fechamento de emergências, falta de insumos e medicamentos, equipamentos inoperantes e a pior das falhas:  a falta de profissionais nas equipes multidisciplinares da saúde e a falta de pagamento de muitos destes profissionais..

Tudo isso impossibilita a qualidade e universalidade do atendimento e, infelizmente, é cada vez mais frequente a agressão dos usuários aos servidores. É urgente que se intervenha para mudar esse quadro!

Esperamos que de fato a promessa do Gabinete da Crise montado em Brasília, com esforços entre a União e o governo do estado, possa resolver emergencialmente e, depois, estruturalmente, os problemas que tanto afligem as mulheres fluminenses que, em última instância, são aquelas que mais diretamente cuidam dos seus familiares, de todas as gerações, quando doentes e ou acidentados.

A segunda questão que choca as conselheiras do CEDIM é a já intolerável e humilhante a situação trabalhistas dos servidores da SEASDH, contratados através de um vínculo precário com a Fundação UERJ.

Desde janeiro de 2015, esses trabalhadores vinham convivendo com atrasos de salários, fato esse que se agravou nesse último trimestre do ano resultando que passarão o Natal sem ter recebido os salários de outubro, novembro e dezembro, incluindo férias e décimo terceiro salário.

Por conta desse descaso centenas de famílias estão sofrendo privações e problemas com concessionárias de serviços púbicos e credores e, impedidos de trabalhar pela absoluta falta de recurso o que resultará na descontinuidade de diversos e importantíssimos serviços de proteção e defesa dos direitos humanos e das mulheres, como por exemplo: as atividade dos Centros Integrados de Atendimento à Mulher, do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, do Centro de Combate à Intolerância Religiosa e Defesa de Direitos Humanos.

Em inúmeras ocasiões anteriores as conselheiras do CEDIM já manifestaram seu agradecimento ao senso de dever e comprometimento das mulheres e homens que, em regime de escala, atuam nestes espaços de atendimento sem estarem com suas remunerações quitadas.

 Mas, já não podemos mais pedir tanto sacrifício a esses, e essas, chefes de família. É hora do governo do estado fazer justiça e cumprir as leis trabalhistas do país!

Por fim, as conselheiras que aprovaram esse posicionamento público reafirmam seu compromisso na luta pela defensa da igualdade de gênero e pelo fim de todo tipo de opressão em nosso estado."


 

 

 

 

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